• Equipe Sputnik Consulting

O business russo na Crimeia e as perspectivas eleitorais de Poroshenko



Crimeia.

A Crimeia sempre foi uma ponte de civilizações, antes mesmo de Catarina a Grande a conquistar no século XVIII. A Crimeia foi povoada pela primeira vez pelo choque de civilizações entre gregos e bárbaros. Navegadores gregos atravessaram o bósforo entrando no mar negro chegando à península. Depois disso ainda foi colônia de Bizâncio, Veneza e Genova e ainda do Canato dos tártaros. A rota da ceda passava pela Crimeia, entre os séculos XIII e XIV a região monopolizou o comércio entre a China e Veneza. Em 1954, Nikita Kruchev deu a Crimeia à Ucrânia contra a constituição da URSS.

O business russo na Crimeia hoje

Hoje o ambiente de negócios na Crimeia é espetacular, há uma explosão na área da construção civil. Atualmente está sendo concluída uma auto-estrada que não ficará devendo em nada paras as melhores autobahns alemãs cruzando a Crimeia de oeste a leste até a ponte moderníssima construída em apenas dois anos ligando a península a motherland russa. Tudo isto gerou uma situação de quase pleno emprego na região mesmo sob sanções ocidentais, as principais bandeiras de cartão de crédito, por exemplo, não funcionam na península.

O incidente com os barcos ucranianos e as perspectivas eleitorais de Poroshenko.

O incidente entre os barcos da marinha de guerra ucraniana e a guarda costeira russa revela-se como uma provocação pois, existe um acordo entre a Rússia e a Ucrânia sobre a navegação do mar da Azov, para os ucranianos chegarem no extremo sudeste da Ucrânia eles devem circunavegar a península da Crimeia e passar pelo estreito de Kerche, se não são navios militares eles passam diretamente, se são navios militares devem ser inspecionados pelos russos pois eles controlam o estreito agora, foi o que os russos fizeram e descobriram equipamento militar no interior das embarcações ucranianas.

O governo Poroshenko parece querer criar um incidente ingenuamente esperando receber apoio do ocidente e obter dividendos eleitorais.

O fato: ninguém quer a Ucrânia na União Europeia, apenas os americanos, poloneses e os países Bálticos querem ver a Ucrânia na OTAN mas, as grandes economias europeias não querem ter que lidar com mais este problema.

Poroshenko deve perder as próximas eleições em março, estava com oito pontos e agora já caiu para 6 e não sabe o que fazer, crê que um atrito maior com a Rússia possa beneficia-lo eleitoralmente. O fato é que a Europa jamais vai apoiar a Ucrânia em uma guerra localizada com a Rússia. Em Moscou acredita-se que o próximo governo ucraniano possa ser menos fanático e, embora sem grandes ilusões, acreditam que possa haver algum tipo de acomodação.

#Ucrânia #Rússia #Crimeia

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