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Militares russos e ucranianos entram em atrito na Crimeia



Na manhã deste domingo (25) dois barcos de artilharia da marinha ucraniana e um rebocador violaram a fronteira russa e se dirigiram para o estreito de Kerch sem fazer um pedido de passagem sob a ponte. Mais tarde, de Berdyansk até a ponte, vieram mais dois navios de artilharia blindados da classe "Gyurza". Como resultado, os barcos militares russos e um navio de carga bloquearam o acesso ao estreito, e uma aeronave de ataque Su-25 partiu para patrulhar o espaço aéreo.

"De acordo com os guarda de fronteiras da Crimeia do FSB, as embarcações ucranianas fizeram manobras perigosas e ignoraram as exigências legítimas do lado russo", disseram as autoridades de segurança.

O lado ucraniano, no entanto, afirma que os notificou da sua chegada e solicitou uma autorização adequada. No entanto, os especialistas notam que a Ucrânia não submeteria um pedido ao lado russo de acordo com todas as regras marítimas aplicáveis pois isso implicaria no reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia supostamente consulta urgentemente a UE e a OTAN.

Na última vez que houve um confronto aberto entre a Rússia e a Ucrânia no Estreito de Kerch quase se transformou em um conflito militar exatamente 15 anos atrás. Então os vizinhos disputavam a ilha de Tuzla na qual agora passa a ponte da Criméia. Em Tuzla havia um posto fronteiriço. Mesmo antes do retorno da Crimeia, a Rússia não reconhecia Tuzla como território ucraniano. Este incidente foi usado politicamente pelo presidente Kuchma, que apoiou Yanukovych na eleição em novembro de 2004, mas perdeu para Yushchenko.

O incidente atual, provavelmente também será usado politicamente por ambas as partes. Porochenko logo enfrentará eleições e certamente usará isto para seu discurso nacionalista, discurso nacionalista que comumente também é insuflado do outro lado da fronteira onde o governo russo tem enfrentando problemas com reformas econômicas e da aposentadoria.

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Fonte: Pravda.ru

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