• Equipe Sputnik Consulting

Que mundo encontrará o novo presidente brasileiro?

Atualizado: Mai 21



O mundo está mudando muito rapidamente e de maneira imprevisível. Em outubro aconteceu um importante encontro do FMI em Cingapura, e as principais preocupações não foram questões econômicas, mas geopolíticas.

Principais conclusões dessa reunião muito mais dedicada à questões de política internacional que às questões econômicas.

  1. Séria vulnerabilidade, principalmente em países emergentes, exemplos: Argentina e Turquia.

  2. Incertezas políticas no mundo inteiro, entre os blocos e intra-blocos Alto endividamento de algumas economias, sobretudo daquelas que aceitaram a iniciativa Belt One Road (iniciativa de fomento de infraestrutura da China em países em desenvolvimento), segundo o FMI isso criou um alto nível de endividamento nestes países que não teriam condições de pagar por estes empréstimos.

  3. Falta de liderança no mundo e o fim da ordem liberal. A forma pela qual o mundo se organizou no pós guerra com instituições multilaterais, ordem essa que foi produzida e preservada sobretudo pelos EUA. Hoje essa ordem parece se dissolver e os EUA que ajudaram a cria-la parecem decididos a destruí-la. Essa ordem coloca a Europa em crise, vê a Ásia como uma região de disputa, inclusive militar, com a ascensão da China, essa ordem também sofre um desequilíbrio tanto na Europa quanto na Ásia provocada pela emergência da Rússia. O Irã e o Oriente Médio sob grave desequilíbrio e imprevisibilidade. O sistema mundial de comercio baseado no multilateralismo ameaçado cedendo lugar a acordos bilaterais, como exemplo os acordos fechados entre os EUA e o Japão, EUA e México e EUA e Coréia do Sul. Donald Trump faz uma ameaça clara, ele disse: “os próximos que vou pegar são a Índia e o Brasil” se referindo a esses acordos bilaterais.

Este é o mundo que espera o novo presidente brasileiro.

Mundo em transformação rápida, imprevisível, ascensão de uma superpotência econômica e militar (China) diante de uma superpotência (EUA) garantidor de uma ordem liberal que agora eles mesmos se empenham para destruir.

O Brasil fica frente a uma séria de incertezas colocadas pela guerra comercial de EUA e China, suas oportunidades e riscos.

O ambiente econômico para o Brasil será menos positivo. Não haverá outro surto de commodities, os juros tendem a subir, o próprio Trump critica a política de juros de Federal Reserve, a crise europeia que se desenvolve agora particularmente na Itália muito mais séria do que a crise grega.

Jair Bolsonaro deverá ter grandes dificuldades com sua imagem política que internacionalmente já é péssima. A imprensa internacional é extremamente hostil ao candidato do PSL e o considera um risco à democracia brasileira e fator de instabilidade na América do Sul.

O investidores

O novo governo conseguirá atacar a questão fiscal ou não? Os investidores estrangeiros estão em compasso de espera por sinais.

A liderança na América do Sul

A questão venezuelana e Argentina. Particularmente a questão argentina deve ser um fator de preocupação para o Brasil devido a forte ligação de interdependência entre as duas economias.

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