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Energia nuclear: conheça a Rosa Rosatom




A Companhia Estatal de Energia Nuclear Rosatom é uma companhia estatal da Federação Russa, responsável pelo complexo energético nuclear do país. Tem sua sede em Moscou. A história da Rosatom está ligada à história da indústria nuclear na Rússia, e sua predecessora, a União Soviética.


Histórico de cooperações


Brasil:

A cooperação russo-brasileira no campo nuclear é regida pelo Acordo de 15 de Setembro de 1994, entre os Governos da Federação Russa e da República Federativa do Brasil, sobre a cooperação nos usos pacíficos da energia atômica. Em 21 de julho de 2009, um memorando de entendimento foi também assinado entre Brasil e Rússia. Em agosto de 2014, a Rusatom International Network e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) assinaram um acordo de cooperação. Atualmente, as partes estão trabalhando na implementação de projectos científicos, educacionais e comerciais mutuamente benéficos.

Argentina:

Em junho 2014, um memorando de cooperação entre a Rusatom International Network e a Faculdade de Engenharia da Universidade de Buenos Aires foi assinado, envolvendo a cooperação entre as partes na execução de projetos comuns no domínio da ciência e da educação, e também de potenciais projetos comerciais. Esta cooperação, que começou em 2013, permitiu realizar uma competição internacional entre estudantes pósgraduados e graduados para premiar o melhor projeto relacionado ao tema do uso pacífico da energia atômica e organizar visitas técnicas às empresas da indústria nuclear na Rússia.

O contrato para o fornecimento regular do Mo-99 russo para a Argentina foi celebrado em 26 de Maio de 2013. Em 12 de Junho de 2013, a primeira entrega de Mo-99 foi feita e atualmente, as entregas são feitas semanalmente.

Em 23 de abril de 2015, o Governo da Federação Russa e o Governo da Argentina assinaram um Memorando de Entendimento, que define o quadro de cooperação entre as partes no domínio da construção da 6ª central nuclear em território Argentino, com reator energético refrigerado a água (VVER), de design russo e com capacidade de 1.200 MW.

Além disso, a empresa de combustíveis TVEL assinou dois Memorandos de Entendimento com a Comissão de Energia Atômica Nacional da Argentina e com a Corporação Estatal da província de Rio Negro (República da Argentina) INVAP. Estes documentos visam a cooperação e as iniciativas conjuntas em uma ampla gama de questões no domínio da energia nuclear, incluindo: as entregas de combustíveis de baixo enriquecimento e de seus componentes para os reatores de pesquisa e de alimentação na Argentina; suprimentos de componentes de zircônio do ciclo do combustível nuclear fabricados pela TVEL; e projetos conjuntos de investigação e de desenvolvimento.

Bolívia:

Em 08 de outubro de 2015, a Corporação Russa de Energia Atômica Rosatom e o Ministério de Hidrocarbonetos e Energia do Estado Plurinacional da Bolívia assinaram um Memorando de Entendimento sobre a cooperação no uso pacífico da energia atômica.

O memorando envolve amplas áreas de cooperação entre as partes, tais como: utilização de radioisótopos e tecnologias de irrradiação e sua aplicação na indústria, medicina, agricultura e outras áreas; fornecimento de qualificação e treinamento de pessoal em várias áreas de uso pacífico da energia nuclear; assistência na criação e desenvolvimento de infraestrutura para a gestão e regulação do programa nuclear da Bolívia; desenvolvimento de programas de aceitação pública de projetos de energia nuclear, inclusive através da disponibilização de centros de informação pública, etc.

Em 6 de março de 2016, a Federação Russa e o Estado Plurinacional da Bolívia assinaram acordos intergovernamentais de cooperação no domínio da energia nuclear para fins pacíficos e para cooperar na construção do Centro de Pesquisa e Tecnologia nuclear no território boliviano, com a infra-estrutura necessária para o uso em ciência, medicina, indústria e agricultura, com reatores de investigação, ciclotron, instalação de radiação gama e um complexo de laboratórios.

Peru:

Em 1995, a Rússia construiu um Centro multiproduto para irradiação em Lima, com base em fontes gama (Co-60) e com uma atividade total de 1000 kCy. É utilizado para a esterilização de produtos médicos e farinha de peixe.

Cuba:

Em 1985, a Rússia construiu um Centro multiproduto para irradiação em Havana, com base em fontes gama (Co-60) e com uma atividade total de 1000 kCy. É utilizado para a esterilização de peixes e frutos do mar.



Áreas de cooperação


EDUCAÇÃO 


Na América Latina, Brasil e Argentina são líderes sul americanos em energia nuclear e seus conhecimentos acumulados neste campo são bastante impressionantes, graças a profissionais altamente qualificados e bem conhecidos em todo o mundo. Outros países como a Bolívia, impulsionados pelos benefícios que este tipo de energia pode trazer para o país, dão seus primeiros passos em direção ao uso pacífico das tecnologias nucleares. Em todos os casos, é preciso se pensar no futuro.

Por isso, a Rosatom dedica especial atenção às iniciativas educacionais na região. Assim, para além da cooperação bem sucedida com as principais instituições de ensino da Argentina e do Brasil, a Rosatom, em colaboração com o Ministério da Educação e Ciência da Federação Russa, oferece bolsas de estudos para estudantes estrangeiros nas áreas nucleares das principais universidades técnicas do país. Em 2016, mais de 1.000 estudantes de 37 países estão estudando na Rússia. Além do Brasil, Argentina e Bolívia, as quotas estão disponíveis para estudantes de países latino-americanos como Chile, Cuba, Peru e México. APROXIMAÇÃO COM AS EMPRESAS LOCAIS As soluções integradas da Rosatom oferecem a oportunidade de uma ampla participação das empresas locais no projeto. Rosatom está preparada para localizar até 85% do custo total do projeto em diferentes formas. As empresas locais têm a oportunidade de oferecer serviços de engenharia e construção de usinas nucleares, produção de equipamentos e de modernização das plantas. Estas oportunidades de localização surgem a partir da transferência de tecnologias russas para as empresas locais, dando a essas empresas a oportunidade de alcançar novos níveis tecnológicos e de fabricação. Além disso, o enfoque da Rosatom permite que empresas locais participem em projetos de outros países, melhorando a qualidade e criando novas oportunidades e novos postos de trabalho. ISOTÓPOS A produção de radioisótopos é o primeiro e fundamental passo no sistema de medicina nuclear a ajudar as pessoas a lutarem por suas vidas em todo o mundo. Infelizmente, ainda hoje não temos conhecimento de toda a esfera nuclear, enquanto um país como o Brasil, via Instituto de Pesquisa Energética do Brasil (IPEN), que está sob a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Nucleares, é responsável pela produção e fornecimento de radioisótopos médicos para todo o país. Imagine tamanha produção, tornando possível obter milhões de imagens de diagnósticos médicos a cada ano. O IPEN e a JSC Isotope têm cooperado no fornecimento de produtos de isótopos, em particular, molibdênio-99, desde 2015. No primeiro trimestre de 2016, o espectro de produtos fornecidos foi ampliado devido ao início do suprimento de iodo-131. A Argentina também recebe regularmente o Mo-99 russo desde 2013. CONSTRUÇÃO DE USINAS A Rosatom é a maior empresa nuclear na Rússia, responsável pela produção de mais de 33% da eletricidade da parte europeia do país, detendo o 2º lugar no mundo em produção de electricidade nuclear (27 GWe). Além disso, ocupa posições de liderança no mercado mundial de tecnologias nucleares, sendo a 1ª no mundo em construção simultânea de usinas nucleares no exterior, 2ª em reservas de urânio e 3ª em mineração deste componente. Argentina: Em 23 de abril de 2015, o Governo da Federação Russa e o Governo da Argentina assinaram um Memorando de Entendimento que define o quadro de cooperação entre as partes no âmbito da construção da 6ª unidade nuclear com reator refrigerado a água (VVER), de design russo e com capacidade de 1.200 MW, no território da República da Argentina.

CONSTRUÇÃO DE REATORES DE INVESTIGAÇÃO

A Rússia é líder mundial na construção de reatores de investigação. A partir da segunda metade dos anos 1950, mais de 130 reatores nucleares de investigação (incluindo reatores de treinamento) foram construídos na União Soviética, e mais de vinte reatores de pesquisa foram construídos fora da União Soviética. Muitos dos reatores construídos na URSS, continuam a operar de forma eficaz, por exemplo, na Hungria, Polônia, República Checa, Vietnã, Bulgária, Alemanha entre outros países. Atualmente, 52 reatores de pesquisa estão em funcionamento na Rússia (os EUA tem 40 reatores, enquanto a França e a Alemanha tem 10 reatores de pesquisa cada).

Bolívia: A Rosatom assinou um acordo intergovernamental com a Bolívia que prevê a construção de um Centro de Pesquisa e Tecnologia Nuclear em tal país. O centro vai permitir que o país comece a trabalhar no desenvolvimento das tecnologias nucleares e em suas aplicações na ciência, medicina, geologia, agricultura e outras áreas da atividade humana em que as tecnologias nucleares podem ser eficazmente utilizadas para fins pacíficos. O centro é exclusivo não apenas do ponto de vista da localização do projeto (pois a construção do Centro acontecerá a uma altitude de 4100 metros acima do nível do mar), mas também, porque será um centro de excelência na América Latina, que receberá equipamentos de última geração.


https://rosatom-latinamerica.com/pt/


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